terça-feira, 4 de setembro de 2018

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E PSICOLÓGICAS DE PERSONAGENS COM ATIVIDADES E GABARITO


Como são descritos os personagens?

Nesta aula, vamos aprender a identificar e relacionar as características físicas e psicológicas das personagens à sua composição como um todo.
Ao lermos uma história, quase sempre o narrador tem a preocupação de descrever os personagens para que o leitor possa fazer uma idéia de como eles são, tanto nos seus aspectos físico quanto psicológico.
As características físicas geralmente estão associadas aos sentidos que o corpo é capaz de perceber (tato, paladar, audição, olfato e visão). Por exemplo, se uma pessoa é alta/baixa, magra/gorda, tem olhos azuis, verdes ou castanhos, se tem cabelos curtos/longos, lisos/cacheados, se é branca, negra ou morena, se possui dentes alinhados, tortos, brancos, amarelados ou se é banguela, forte/fraco, doente/ saudável... Enfim, as características físicas das personagens são descritas por meio de adjetivos, que constituem uma classe de palavra cujo objetivo principal é caracterizar os seres. Assim, pela utilização dos adjetivos no texto, o narrador é capaz de expor os traços exteriores do ser, como os traços faciais, as partes do corpo, o jeito de falar, de andar e de se vestir.
Por outro lado, as características psicológicas são aquelas que dizem respeito aos aspectos emocionais, mentais e comportamentais do ser, tais como comportamento, defeitos, virtudes, personalidade, caráter, preferências. Portanto, dizer que uma pessoa é simpática/antipática, mentirosa, misteriosa, traiçoeira, falsa/confiável, determinada, pessimista/otimista, segura/insegura, triste/alegre, destemida/covarde, inteligente/estúpida são características psicológicas que os personagens podem apresentar numa narrativa.
Por fim, cabe lembrar que nem sempre as características psicológicas das personagens aparecem de modo explícito no texto, assim como as características físicas. Muitas das características psicológicas podem ser percebidas por meio de inferências (deduções), a partir da análise das ações, falas e comportamentos das personagens.

1)                  Observe com bastante atenção as imagens a seguir. A partir delas, preencha o quadro com as características físicas de cada personagem do romance “Vidas Secas”.
Personagens
Características físicas



                Fabiano



Sinhá Vitória




Menino mais velho




Baleia



2) Agora, propomos que você aponte uma característica psicológica de cada personagem que aparece no capítulo “Mudança”

Vidas Secas - Capítulo 1 - Mudança


NA PLANÍCIE avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da catinga rala.
Arrastaram-se para lá, devagar, Sinha Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás. Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. O menino mais velho pôs-se a chorar, sentou-se no chão.
- Anda, condenado do diabo, gritou-lhe o pai. Não obtendo resultado, fustigou-o com a bainha da faca de ponta. Mas o pequeno esperneou acuado, depois sossegou, deitou-se, fechou os olhos. Fabiano ainda lhe deu algumas pancadas e esperou que ele se levantasse. Como isto não acontecesse, espiou os quatro cantos, zangado, praguejando baixo.
A catinga estendia-se, de um vermelho indeciso salpicado de manchas brancas que eram ossadas.
O vôo negro dos urubus fazia círculos altos em redor de bichos moribundos. - Anda, excomungado.
O pirralho não se mexeu, e Fabiano desejou matá-lo. Tinha o coração grosso, queria responsabilizar alguém pela sua desgraça. A seca aparecia-lhe como um fato necessário - e a obstinação da criança irritava-o. Certamente esse obstáculo miúdo não era culpado, mas dificultava a marcha, e o vaqueiro precisava chegar, não sabia onde.
Tinham deixado os caminhos, cheios de espinho e seixos, fazia horas que pisavam a margem do rio, a lama seca e rachada que escaldava os pés.
Pelo espírito atribulado do sertanejo passou a idéia de abandonar o filho naquele descampado. Pensou nos urubus, nas ossadas, coçou a barba ruiva e suja, irresoluto, examinou os arredores. Sinha Vitória estirou o beiço indicando vagamente uma direção e afirmou com alguns sons guturais que estavam perto. Fabiano meteu a faca na bainha, guardou-a no cinturão, acocorou-se, pegou no pulso do menino, que se encolhia, os joelhos encostados no estômago, frio como um defunto. Aí a cólera desapareceu e Fabiano teve pena. Impossível abandonar o anjinho aos bichos do mato. Entregou a espingarda a Sinhá Vitória, pôs o filho no cangote, levantou-se, agarrou os bracinhos que lhe caíam sobre o peito, moles, finos como cambitos. Sinhá Vitória aprovou esse arranjo, lançou de novo a interjeição gutural, designou os juazeiros invisíveis.
E a viagem prosseguiu, mais lenta, mais arrastada, num silencio grande.
Ausente do companheiro, a cachorra Baleia tomou a frente do grupo. Arqueada, as costelas à mostra, corria ofegando, a língua fora da boca. E de quando em quando se detinha, esperando as pessoas, que se retardavam.
Ainda na véspera eram seis viventes, contando com o papagaio. Coitado, morrera na areia do rio, onde haviam descansado, a beira de uma poça: a fome apertara demais os retirantes e por ali não existia sinal de comida. Baleia jantara os pés, a cabeça, os ossos do amigo, e não guardava lembrança disto. Agora, enquanto parava, dirigia as pupilas brilhantes aos objetos familiares, estranhava não ver sobre o baú de folha a gaiola pequena onde a ave se equilibrava mal. Fabiano também às vezes sentia falta dela, mas logo a recordação chegava. Tinha andado a procurar raízes, à toa: o resto da farinha acabara, não se ouvia um berro de rês perdida na catinga. Sinha Vitória, queimando o assento no chão, as mãos cruzadas segurando os joelhos ossudos, pensava em acontecimentos antigos que não se relacionavam: festas de casamento, vaquejadas, novenas, tudo numa confusão. Despertara-a um grito áspero, vira de perto a realidade e o papagaio, que andava furioso, com os pés apalhetados, numa atitude ridícula. Resolvera de supetão aproveitá-lo como alimento e justificara-se declarando a si mesma que ele era mudo e inútil. Não podia deixar de ser mudo.. Ordinariamente a família falava pouco. E depois daquele desastre viviam todos calados, raramente soltavam palavras curtas. O louro aboiava, tangendo um gado inexistente, e latia arremedando a cachorra.
As manchas dos juazeiros tornaram a aparecer, Fabiano aligeirou o passo, esqueceu a fome, a canseira e os ferimentos. As alpercatas dele estavam gastas nos saltos, e a embira tinha-lhe aberto entre os dedos rachaduras muito dolorosas. Os calcanhares, duros como cascos, gretavam-se e sangravam. Num cotovelo do caminho avistou um canto de cerca, encheu-o a esperança de achar comida, sentiu desejo de cantar. A voz saiu-lhe rouca, medonha. Calou-se para não estragar força.
Deixaram a margem do rio, acompanharam a cerca, subiram uma ladeira, chegaram aos juazeiros. Fazia tempo que não viam sombra. Sinha Vitória acomodou os filhos, que arriaram como trouxas, cobriu-os com molambos. O menino mais velho, passada à vertigem que o derrubara, encolhido sobre folhas secas, a cabeça encostada a uma raiz, adormecia, acordava. E quando abria os olhos, distinguia vagamente um monte próximo, algumas pedras, um carro de bois. A cachorra Baleia foi enroscar-se junto dele.
Estavam no pátio de uma fazenda sem vida O curral deserto, o chiqueiro das cabras arruinado e também deserto, a casa do vaqueiro fechada, tudo anunciava abandono. Certamente o gado se finara e os moradores tinham fugido.
Fabiano procurou em vão perceber um toque de chocalho. Avizinhou-se da casa, bateu, tentou forçar a porta. Encontrando resistência, penetrou num cercadinho cheio de plantas mortas, rodeou a tapera, alcançou o terreiro do fundo, viu um barreiro vazio, um bosque de catingueiras murchas, um pé de turco e o prolongamento da cerca do curral. Trepou-se no mourão do canto, examinou a catinga, onde avultavam as ossadas e o negrume dos urubus. Desceu, empurrou a porta da cozinha. Voltou desanimado, ficou um instante no copiar, fazendo tenção de hospedar ali a família. Mas chegando aos juazeiros, encontrou os meninos adormecidos e não quis acordá-los. Foi apanhar gravetos, trouxe do chiqueiro das cabras uma braçada de madeira meio roída pelo cupim, arrancou touceiras de macambira, arrumou tudo para a fogueira.
Nesse ponto Baleia arrebitou as orelhas, arregaçou as ventas, sentiu cheiro de preás, farejou um minuto, localizou- os no morro próximo e saiu correndo.
Fabiano seguiu-a com a vista e espantou-se uma sombra passava por cima do monte. Tocou o braço da mulher, apontou o céu, ficaram os dois algum tempo agüentando a claridade do sol. Enxugaram as lágrimas, foram agachar-se perto dos filhos, suspirando, conservaram-se encolhidos, temendo que a nuvem se tivesse desfeito, vencida pelo azul terrível, aquele azul que deslumbrava e endoidecia a gente. Entrava dia e saía dia. As noites cobriam a terra de chofre. A tampa anilada baixava, escurecia quebrada apenas pelas vermelhidões do poente.
Miudinhos, perdidos no deserto queimado, os fugitivos agarraram-se, somaram as suas desgraças e os seus pavores. O coração de Fabiano bateu junto do coração de Sinha Vitória, um abraço cansado aproximou os farrapos que os cobriam. Resistiram a fraqueza, afastaram-se envergonhados, sem ânimo de afrontar de novo a luz dura, receosos de perder a esperança que os alentava.
Iam-se amodorrando e foram despertados por Baleia, que trazia nos dentes um preá. Levantaram-se todos gritando. O menino mais velho esfregou as pálpebras, afastando pedaços de sonho. Sinhá Vitória beijava o focinho de Baleia, e como o focinho estava ensangüentado, lambia o sangue e tirava proveito do beijo. Aquilo era caça bem mesquinha, mas adiaria a morte do grupo. E Fabiano queria viver. Olhou o céu com resolução. A nuvem tinha crescido, agora cobria o morro inteiro. Fabiano pisou com segurança, esquecendo as rachaduras' que lhe estragavam os dedos e os calcanhares.
Sinhá Vitória remexeu no baú, os meninos foram quebrar uma haste de alecrim para fazer um espeto. Baleia, o ouvido atento, o traseiro em repouso e as pernas da frente erguidas, vigiava, aguardando a parte que lhe iria tocar provavelmente os ossos do bicho e talvez o couro.
Fabiano tomou a cuia, desceu a ladeira, encaminhou-se ao rio seco, achou no bebedouro dos animais um pouco de lama. Cavou a areia com as unhas, esperou que a água marejasse e, debruçando-se no chão, bebeu muito. Saciado, caiu de papo para cima, olhando as estrelas, que vinham nascendo. Uma, duas, três, quatro, havia muitas estrelas, havia mais de cinco estrelas no céu. O poente cobria-se de cirros - e uma alegria doida enchia o coração de Fabiano. Pensou na família, sentiu fome. Caminhando, movia-se como uma coisa, para bem dizer não se diferençava muito da bolandeira de seu Tomás. Agora, deitado, apertava a barriga e batia os dentes. Que fim teria levado a bolandeira de seu Tomás?
Olhou o céu de novo. Os cirros acumulavam-se, a lua surgiu grande e branca. Certamente ia chover.
Seu Tomás fugira também, com a seca, a bolandeira estava parada. E ele, Fabiano, era como a bolandeira. Não sabia por que, mas era. Uma, duas, três, havia mais de cinco estrelas no céu. A lua estava cercada de um halo cor de leite. Ia chover. Bem. A catinga ressuscitaria, a semente do gado voltaria ao curral, ele, Fabiano, seria o vaqueiro daquela fazenda morta. Chocalhos de badalos de ossos animariam a. solidão. Os meninos, gordos, vermelhos, brincariam no chiqueiro das cabras, Sinhá Vitória vestiria saias de ramagens vistosas. As vacas povoariam o curral. E a catinga ficaria toda verde.
Lembrou-se dos filhos, da mulher e da cachorra, que estavam lá em cima, debaixo de um juazeiro, com sede. Lembrou-se do preá morto. Encheu a cuia, ergueu-se, afastou-se, lento, para não derramar a água salobra. Subiu a ladeira. A aragem morna acudia os xiquexiques e os mandacarus. Uma palpitação nova. Sentiu um arrepio na catinga, uma ressurreição de garranchos e folhas secas.
Chegou. Pôs a cuia no chão, escorou-a com pedras, matou a sede da família. Em seguida acocorou-se, remexeu o aió, tirou o fuzil, acendeu as raízes de macambira, soprou-as, inchando as bochechas cavadas. Uma labareda tremeu, elevou-se, tingiram-lhe o rosto queimado, a barba ruiva, os olhos azuis. Minutos depois o preá torcia-se e chiava no espeto de alecrim.
Eram todos felizes. Sinhá Vitória vestiria uma saia larga de ramagens. A cara murcha de sinhá Vitória remoçaria as nádegas bambas de Sinhá Vitória engrossaria a roupa encarnada de Sinhá Vitória provocaria a inveja das outras caboclas.
A lua crescia, a sombra leitosa crescia, as estrelas foram esmorecendo naquela brancura que enchia a noite. Uma, duas, três, agora havia poucas estrelas no céu. Ali perto a nuvem escurecia o morro.
A fazenda renasceria - e ele, Fabiano, seria o vaqueiro, para bem dizer seria dono daquele mundo.
Os troços minguados ajuntavam-se no chão: a espingarda de pederneira, o aió, a cuia de água o baú de folha pintada. A fogueira estalava. O preá chiava em cima das brasas.

Uma ressurreição. As cores da saúde voltariam à cara triste de Sinhá Vitória. Os meninos se espojariam na terra fofa do chiqueiro das cabras. Chocalhos tilintariam pelos arredores. A catinga ficaria verde. Baleia agitava o rabo, olhando as brasas. E como não podia ocupar-se daquelas coisas, esperava com paciência a hora de mastigar os ossos. Depois iria dormir.



Agora, transcreva uma ação vivenciada por cada uma das personagens e que se relacione com a característica que você indicou.

Personagem

Característica psicológica

Fragmento do texto

Fabiano







Sinhá Vitória







Menino mais velho






Baleia




































Gabarito
1) Observe com bastante atenção as imagens a seguir. A partir delas, preencha o quadro com as características físicas de cada personagem do romance “Vidas Secas”.
Resposta comentada:
Nesta atividade, o aluno deve guiar-se pelas imagens das personagens para fazer a descrição física delas. É apenas uma forma de os alunos compreenderem como podem ser identificadas as características físicas. Entretanto, as características físicas apontadas nessa atividade podem não corresponder às características descritas pelo narrador na obra.
Personagens
Características físicas
Fabiano
http://www.festlatinosp.com.br/2013/filme_vidas_secas.php
Moreno, estatura mediana, magro, possui barba, rugas no rosto, usa roupas simples e surradas, camisa branca, chapéu de couro, carrega um facão nas mãos.

Sinhá Vitória
http://www.exopto.com/
Morena, cabelos pretos e lisos, lábios carnudos, usa um véu branco sobre a cabeça.
Menino mais velho
Moreno, magro, cabelos castanhos, usa pouca roupa, pés descalços.
Baleia                                                         Cachorra malhada de branco e amarelo, pelos curtos, magra.

2) Agora, propomos que você aponte uma característica psicológica de cada personagem que aparece no capítulo “Mudança” da aula anterior. Após, transcreva uma ação vivenciada por cada uma das personagens e que se relacione com a característica que você indicou.
Resposta comentada:

Personagem

Característica psicológica

Fragmento do texto

Fabiano


Rude, grosseiro.




“- Anda, condenado do diabo, gritou-lhe o pai.”
“Não obtendo resultado, fustigou-o com a bainha da faca de ponta.”
“O pirralho não se mexeu, e Fabiano desejou matá-lo.”
Sinhá Vitória



Protetora



“Sinha Vitória acomodou os filhos, que arriaram como trouxas, cobriu-os com molambos.”

Menino mais velho



Medo, temor


“Mas o pequeno esperneou acuado, depois sossegou, deitou-se, fechou os olhos.”

Baleia



Solidária


“Iam-se amodorrando e foram despertados por Baleia, que trazia nos dentes um preá.”




FICHAMENTO


      Fichar significa registrar, anotar, catalogar. Podemos fichar pessoas, objetos e conteúdos. O fichamento também é uma preciosa solução para seus estudos, pois é um recurso de memória e ajuda na organização dos conteúdos a serem estudados.
      Existem diversos tipos de fichamento: de conteúdo, de citação, bibliográfico, de esboço entre outros. Todo fichamento deve ter um cabeçalho, contendo assunto, autor, título, a editora e o local e ano da publicação (no caso de ficharmos livros).
      Veremos dois modelos, o fichamento de citações e o de conteúdo. No fichamento de citação devemos reproduzir fielmente as frases do texto original. Essa é a chamada citação direta, que precisa vir entre aspas e acompanhada da página de onde foi extraída.

Os Lusíadas (pp. 82 – 94). Canto segundo.
CAMÕES, Luis de. Os Lusíadas. Porto: Ed. Porto, 3ª edição, 1925.
“aqui foram de noite agasalhados, 
com todo o bom e honesto tratamento” (p.84)  
“E por estes ao Rei presentes manda, 
por que a boa vontade que mostrava
Tenha firme, segura, limpa e branda” (p. 83)  

      Já no modelo de fichamento de conteúdo que veremos a seguir deve ser feita uma síntese das principais ideias do texto, com suas próprias palavras.

Os Lusíadas (pp. 82 – 94). Canto segundo.
CAMÕES, Luis de. Os Lusíadas. Porto: Ed. Porto, 3ª edição, 1925.
O rei de Mombaça convida a armada portuguesa a entrar no porto a fim de a destruir.
Vasco da Gama, por medida de segurança, manda desembarcar dois condenados portugueses, encarregados por ele de obterem informações acerca da terra.  
Quando os portugueses regressam à armada, dão informações falsas a Vasco da Gama, convencidos de que estavam entre gente Cristã. 
      O fichamento de conteúdo também pode ser chamado fichamento de resumo. A proximidade entre o resumo e esse tipo de fichamento se dá no fato de que nos dois usaremos nossas próprias palavras, e a diferença está na forma de apresentação: no resumo faremos um texto contínuo e no fichamento de conteúdo organizaremos por tópicos e colocaremos as informações técnicas referentes à obra no cabeçalho.

1. Para fazermos um bom fichamento devemos conseguir identificar itens importantes no objeto a ser fichado. Utilizando os fichamentos do livro mostrado anteriormente, responda às perguntas: 

a. Qual o título do livro fichado?_______________________________________________

b. De qual parte do livro o fichamento foi retirado? _______________________________

c. Quando foi escrito/ publicado? _____________________________________________

d. Quem escreveu o livro? ___________________________________________

e. Qual é o objetivo/ tema desse livro? ______________________________________


segunda-feira, 3 de setembro de 2018

CONECTIVOS - ATIVIDADES COM GABARITO



Conectivos são conjunções que ligam as orações, estabelecem a conexão entre as orações nos períodos compostos e também as preposições, que ligam um vocábulo a outro.
O período composto é formado de duas ou mais orações. Essas orações podem estar justapostas (sem conectivos) ou ligadas por conjunções (= conectivos).
Conectivos que expressão idéia de adicionar, acrescentar: e, nem (e não),também, que; e as locuções: mas também, senão também, como também...    
Ela estuda e trabalha.
Conectivos que expressão idéia de oposição, contraste: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, senão, que. Também as locuções: no entanto, não obstante, ainda assim, apesar disso.   
 Ela estuda, no entanto não trabalha.
Conectivos que expressão idéia de alternância: ou. Também as locuções ou...ou, ora...ora, já...já, quer...quer...
Ou ela estuda ou trabalha.
Conectivos que expressão idéia de conclusão (sentido de conclusão em relação à oração anterior): logo, portanto, pois (posposto ao verbo).Também as locuções: por isso, por conseguinte, pelo que...        Ela estudou com dedicação, logo deverá ser aprovada.
Conectivos que expressão idéia de explicação (justificam a proposição da oração anterior): que, porque, porquanto...
Vamos estudar, que as provas começam amanhã.

1. Sem alterar a idéia contida no período dado, construa um novo, a partir do início proposto. Use o elemento em destaque que melhor se ajuste ao novo período e faça as modificações necessárias.
a) Bateu-me com tanta força, que não pude deixar de cair.
Não pude deixar de cair ___________________________________________.
assim – quando – à medida que – então – porque
b) A companhia era chata e a viagem tornou-se aborrecida.
A companhia era tão chata ___________________________________________.
mas – portanto – embora – por isso – que
c) Insiste em sair com ele, conquanto mal o conheça.
Mal o conhece, ___________________________________________.
por isso – então – no entanto – logo – em conseqüência

2. O uso de conectores inadequados nas frases transcritas provoca um efeito de incoerência. Reescreva-as, fazendo as alterações necessárias para garantir a coesão perfeita.
a. O Luís atrasou-se mas perdeu o ônibus. 
 ______________________________________________________________
b. O Luís atrasou-se. No entanto vai perder o avião.
_____________________________________________________________

3)As orações se interligam. Junte-as num só período usando uma palavra de ligação. Comece sempre pela primeira oração.

a) João não se preparou para o concurso. / João não foi aprovado no concurso.
____________________________________________________________________

b) O mendigo trouxe a carteira perdida. / O mendigo pediu uma recompensa.
____________________________________________________________________

c) O operário ficou na fábrica após o horário de trabalho. / O operário não recebeu horas extras.
____________________________________________________________________

d) O marido não acompanhou a mulher à festa. / O marido estava muito cansado.
____________________________________________________________________

e) A seleção brasileira era a melhor do mundo. / A seleção brasileira não ganhou a Copa.
____________________________________________________________________

f) John não era brasileiro. / John não podia candidatar-se a presidente.
____________________________________________________________________

4)Una as duas orações num só período usando uma palavra de ligação. Comece pela primeira oração e faça as alterações necessárias.

a) Os funcionários decidiram entrar em greve. / Os patrões concederam o aumento do salário.
____________________________________________________________________

b) Caíram muitas barreiras na estrada. / O trânsito na estrada foi interrompido.
____________________________________________________________________

c) Meu tio pagou todos os impostos do carro. / A lei manda pagar todos os impostos.
____________________________________________________________________

d) O ônibus avançou. / O sinal abriu.
____________________________________________________________________

e) O diretor foi verificar o trabalho na usina. / Estava combinado que o diretor ia verificar o trabalho.
____________________________________________________________________

f) Eu não saí no final de semana. / Choveu no final de semana.
____________________________________________________________________
 


Gabarito
1 - a) Bateu-me com tanta força, que não pude deixar de cair.
Não pude deixar de cair, porque me bateu com muita força
b) A companhia era chata e a viagem tornou-se aborrecida.
A companhia era tão chata que a viagem tornou-se aborrecida
c) Insiste em sair com ele, conquanto mal o conheça.
Mal o conhece,no entanto insiste em sair com ele.

2. O uso de conectores inadequados nas frases transcritas provoca um efeito de incoerência. Reescreva-as, fazendo as alterações necessárias para garantir a coesão perfeita.
a. O Luís atrasou-se mas perdeu o ônibus.  
O Luís atrasou-se por isso perdeu o ônibus. 
b. O Luís atrasou-se. No entanto vai perder o avião.
O Luís atrasou-se. Logo vai perder o ônibus. 

3)As orações se interligam. Junte-as num só período usando uma palavra de ligação. Comece sempre pela primeira oração.

a) João não se preparou para o concurso. / João não foi aprovado no concurso.
R: joão não se preparou para o concurso, por isso nao foi aprovado.

b) O mendigo trouxe a carteira perdida. / O mendigo pediu uma recompensa.
R: o mendigo troxe a carteira perdida e pediu uma recompensa.

c) O operário ficou na fábrica após o horário de trabalho. / O operário não recebeu horas extras.
R: O operário ficou na fábrica após o horário de trabalho, mas não recebeu horas extras.

d) O marido não acompanhou a mulher à festa. / O marido estava muito cansado.
R: O marido não acompanhou a mulher à festa, pois estava muito cansado.

e) A seleção brasileira era a melhor do mundo. / A seleção brasileira não ganhou a Copa.
A seleção basileira era a melhor de todo o mundo, porém não ganhou a copa.

f) John não era brasileiro. / John não podia candidatar-se a presidente.
R: John não era brasileiro, por isso não podia candidatar-se a presidente.

4)Una as duas orações num só período usando uma palavra de ligação. Comece pela primeira oração e faça as alterações necessárias.
a) Os funcionários decidiram entrar em greve. / Os patrões concederam o aumento do salário.
R: Os funcionários decidiram entrar em greve, apesar de os patrões concederem o aumento dos salários.
b) Caíram muitas barreiras na estrada. / O trânsito na estrada foi interrompido.
R: Caíram muitas barreiras na estrada, por isso o trânsito na estrada foi interrompido.
c) Meu tio pagou todos os impostos do carro. / A lei manda pagar todos os impostos.
R: Meu tio pagou todos os impostos do carro porque a lei manda.
d) O ônibus avançou. / O sinal abriu.
R: O ônibus avançou pois o sinal abriu.
e) O diretor foi verificar o trabalho na usina. / Estava combinado que o diretor ia verificar o trabalho.
R: O diretor fo verificar o trabalho na usina porque estava combinado assim.
f) Eu não saí no final de semana. / Choveu no final de semana.
R: eu saí no final de semana apesar de ter chovido.